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História |
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Como tudo começou - Varpa, uma história de fé. |
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Os séculos XIX e XX assinalaram uma nova forma de povoamento do Brasil, realizado através de imigrantes estrangeiros, que, sua grande maioria, se fixaram como colonos em vastas zonas rurais do sul do País. Assim, em 1818, 1866 e 1871 chegaram também os suíços-alemães, alemães, norte -americanos e os italianos. A partir de 1890, aportaram também os holandeses , os húngaros, lituanos e Letos que constavam oficialmente nas estatísticas como "russos", pois, procedendo do Império Russo, com documentos russos, ninguém indagava de sua origem étnica, a não ser os vizinhos, mais tarde, com a convivência. |
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As opressões político-religiosos e as condições sócio-econômicos precárias, que na Letônia não permitiam ao cidadão adquirir um pouco de terra para lavrar e com o produto do seu trabalho prosperar honestamente, foram os motivos fundamentais que deram origem aos primeiros movimentos emigratórios de batistas letos para o Brasil. |
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Assim, grupos maiores e menores de batistas letos, em datas diferentes, durante os primeiros 24 anos da emigração leta (1890 a 1914), aportaram ao Brasil, estabelecendo-se em zonas rurais.
Finalmente, em junho de 1897, enviado pela sociedade Missionária de Riga, chegou a Rio Novo (SP) um dos seus mais dinâmicos obreiros, o jovem pastor João Inkis, de 26 anos de idade já experiente nas lides evangelísticas na Letônia e nas colônias letas da Rússia, falando corretamente três línguas: leto, russo e alemão.
A sua permanência entre os batistas letos do Brasil, que durou dois anos, uniu a sua alma a este país de tal forma que voltou em outra visita, em 1911, e depois, em 1921, transferindo-se definitivamente para o Brasil, fundando em 1922, juntamente com mais 2.300 letos, quase todos batistas, a grande colônia Varpa, no Estado de São Paulo. |
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Veio a 1° guerra mundial, com todo o seu horror .....Deportações, fugas, requisição, ocupação comunista, fome, morte e desespero varreram a terra dos seus antepassados.
Depois disto começou a emigração para o Brasil.
Daí por diande, os grupos se sucediam com breves intervalos de três a quatro semanas, e assim, desde agosto de 1922 até outubro de 1923, chegaram ao Brasil pela grande corrente emigratória de batistas letos e acamparam na colônia Varpa 2.223 pessoas, trazidas em 13 levas por 11 navios, sendo que um deles - o "Sr. Antônio Delfino" - Fez trêz viagens.
As caravanas maiores, que variavam entre 100 e 450 pessoas, chegaram entre fins de outubro de 1922 e meados de março de 1923.
Quando o pastor João Inkis já se encontrava no Brasil, juntamente com Júlio Malves estabeleceram alguns pontos básicos que deveriam nortear a escolha do local para a colônia leta a ser fundada; vindo todos da Letônia para a o Brasil por uma orientação divina, como acreditavam, para um propósito comum, deveriam concentar-se num só lugar para evitar a dispersão; tal lugar , consequentemente, teria de ser bastante amplo para que cada uma das 300 a 400 famílias esperadas tivesse uma área para cultivar: Tendo em conta os poucos recursos financeiros dos imigrantes, as terras teriam de ter preços acessíveis.
Uma vez decidida a questão da localização da nova colônia, era urgente tratar da compra das respectivas terras e tomar outras providências, pois que Júlio Malves havia recebido um telegrama dizendo que a primeira grande leva, de 453 pessoas, já estavam a caminho do Brasil, a bordo do navio "Araguaia", que chegaria ao porto de Santos aos 26 de outubro de 1922. Portanto, estavam abertos os caminhos para a grande corrente emigratória e um fluxo de levas sucessivas traria ao Brasil um contigente considerável de batistas letos.
Aos 10 de outubro de 1922, os irmãos Peteris Veinbergs e Roberts Rudzits, acompanhados do Pastor Arvido Eichmam e mais outros irmãos de Nova Odessa como intérpretes, partiram para São Paulo a fim de tratar da aquisição das terras escolhidas. Feito os últimos dos ajustes com o proprietário, João Gomes Martins, aos 13 de outubro de 1922, foi lavrada no 13° tabelião da cidade de São Paulo, a escritura pública de compromisso de compra e venda de uma gleba de aproximadamente 2.100 alqueires de terras da fazenda Pitangueiras, no município de Campos Novos, comarca de Assis, Estado de São Paulo, pelo preço total de 180:000$000 (cento e oitenta conto de réis). Aquela gleba, mais tarde foi retalhada em lotes de 1,5 e 10 alqueires, que, depois de sorteados entre interessados e computadas as devidas despesas do acampamento feito em comum durante um ano, foram finalmente revendidas aos colonos.
Feita a partilha da terra, cada família instalou-se no seu lote, onde começaram a construir suas casas e iniciar sua rotina diária na lavoura e no trabalho doméstico, a Varpa partia para o seu futuro . |
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Resumo do livro: Uma epopéia de fé (Pastor Ronis) |
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